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PROJETO PONTO DE CULTURA, DO PROGRAMA CULTURA VIVA, DO MINISTÉRIO DA CULTURA (MINC).
Em dezembro de 2005 o Instituto AMPLIAR teve seu Projeto Ampliarte aprovado, para se constituir em um “Ponto de Cultura” do Ministério da Cultura-MINC. O conveniamento aconteceu em final de 2007 e o início do projeto em março de 2008. O Projeto prevê infra-estrutura de multi mídia, instrumentos musicais, aulas de música, dança folclórica, percussão, capoeira, edição de imagem, produção de textos e inclusão digital para adolescentes e jovens da Ilha de Mosqueiro, por três anos. Como instrui a filosofia do Programa Cultura Viva, do MINC, ao qual se vinculam os Projetos “Pontos de Cultura”, cada Ponto descobre um “griot” e o trabalha culturalmente resgatando-o do anonimato e esquecimento.
Em Mosqueiro o Ponto Ampliarte elegeu o Cordão de Pássaro, modalidade da cultura amazônica, em especial o denominado “Leão da Ilha”, como seu griot. O resgate se apóia em ações realizadas anteriormente de registro do enredo (texto da opereta cabocla) e de sua trilha sonora (pauta musical) já tocada em violoncelo e registrado em vídeo. O figurino encontra-se em parte à disposição do Instituto Ampliar, mas falta obter dos guardiães desse Cordão a autorização ou então a sua participação no Ponto de Cultura. Enfim, o desafio de capturar o griot ainda se coloca,sendo a cultura de Mosqueiro muito enraizada na cultura amazônica (origem na influência indígena), mas fortemente bombardeada pela cultura de massa do rádio e TV que transmite energicamente a produção comercial.
O Ponto de Cultura Ampliarte iniciou ações de Oficinas Itinerantes, ajustando-se à característica geográfica da Ilha, sempre contribuindo para dispersar os moradores. Foram realizadas Oficinas na Baía do Sol, com resultados para Artesanato com reciclagem de papel-jornal, entre os jovens. O Ponto de Cultura Ampliarte já se fez presente em duas versões da TEIA, reunião nacional de Pontos de Cultura. Em 2006, Jorge Luis e Emilia Silva participaram da reunião em São Paulo e em 2008, Norma participou em Brasília, no período.
PROJETO ESCOLA DE FÁBRICA, DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC)
Em janeiro de 2006 o Instituto AMPLIAR, em rede com outras ONGs apoiadas pelo CEFET, teve quatro projetos aprovados pelo Programa Escola de Fábrica, do Ministério da Educação-MEC, para realização com Prefeituras de Municípios paraenses. O convênio foi assinado em final de 2007 e os cursos iniciaram em agosto de 2008, com a seleção de uma turma de 20 alunos para cada Curso, na condição de bolsistas. Os Cursos e respectivos Municípios são:
1.Agente Multiplicador de Saúde, para o Município de Santa Luzia do Pará. 2.Processamento de Alimentos, para o Município de Concórdia do Pará. 3. Arte e Educação, para o Município de Concórdia do Pará. 4.Técnico de Nível Básico de Manutenção de Computadores, para o Município de Cachoeira do Arari, na Ilha de Marajó.
PROJETO SALA DE LEITURA AMPLIAR
O Projeto Sala de Leitura Ampliar visa motivar e sensibilizar crianças, adolescentes e jovens moradores da Ilha de Mosqueiro, para a atividade intelectual básica da Leitura, através de dinâmicas de aprendizagem, acesso ao mundo do livro, familiaridade com a literatura local, nacional e mundial, com o mundo das palavras e das idéias. A implantação desse projeto está apoiada na infra-estrutura em construção do “Centro de Formação Ampliar” e no acervo de livros didáticos e de literatura já disponíveis pelo Instituto. Embora tendo submetido esse projeto ao Ministério do Meio Ambiente, em julho de 2005 (Programa Sala Verde) e, em março de 2006, ao Edital de Patrocínio do BASA-Banco da Amazônia- S.A, ele continua sem apoio financeiro, desenvolvido por voluntários. É um projeto articulado com o projeto da Biblioteca Ampliar, que já se encontra cadastrado junto ao setor competente do CENTUR- Governo do Estado do Pará.
PROJETO RECICLAGEM DE GARRAFAS PET.
A constatação de que freqüentadores e moradores atiram embalagens PET a céu aberto e que a Ilha recebe, pelas correntes marinhas, outra quantidade desse material, justifica a necessidade de se estimular, através de projeto de incentivo a coleta de PET, a reciclagem. Para isso iniciou-se contato com a firma CRA, de Ananindeua, interessada em ir buscar, em caminhões, o material coletado. A reciclagem praticada por essa usina de lixo reciclável transforma PET em flocos os quais, empacotados, são transportados para firmas compradoras do produto, em São Paulo. O depósito temporário dessa coleta seria no Instituto Ampliar e a atividade de criar rede de coletadores ficaria a cargo de equipes do Ampliar que fariam palestras nas escolas e associações, centros comunitários e outros lugares públicos. O estímulo seria a troca de 1 k de farinha de mandioca ou arroz a serem trocados por 1k de PET, aproximadamente 52 garrafas grandes e aconteceria nos dias de segunda feira, no mesmo local. O projeto foi iniciado em 2007 com as primeiras coletas e com as visitas às escolas e aos barraqueiros de Marahu e Paraíso. É um projeto que tem adesão de pessoas da comunidade, em meio a barraqueiros e por parte da firma CRA, mas tem sido adiado por acúmulo de trabalho e pela ausência de uma equipe constante que possa intensificar a sensibilização, dado a grande resistência de muitas pessoas em aceitarem pensar e ocuparem-se com o lixo.
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